domingo, 12 de maio de 2013

Manhêêêê!


foto acima, eu e mamãe. Qualquer semelhança é DNA mesmo :)

Esse ano, como nos anteriores, não estarei hoje com minha mãe. E justamente esse ano achei a data mais importante pra estar em falta: dia 14, dois dias após dia das mães, é aniversário da minha, uma idade emblemática: 60 anos. Ela tinha a minha idade quando eu nasci. Foi uma mãe meio atípica, pois, talvez percebendo que eu seria mais do que futuramente uma dona de casa, não me colocava pra fazer as obrigações domésticas, o que deixava minha avó extremamente irritada quando íamos visitá-la. Eu não sabia fazer nada, só sabia que era uma menina e um dia, miraculosamente, iria aprender. Aprendi, na marra, e fazendo. Ainda julgo não saber, porque na comida, por exemplo, não sou chegada a temperos, pimentões, azeitonas e cebolas. Na casa, ou no meu quarto, não impera muita organização e às vezes nem muita limpeza... mas vou indo bem, obrigada. Não faço feio com o amore nem com a família dele, meu estilo é simplesmente simples, trivial, o básico. E ponto. Minha mãe também é um pouco assim: acostumou-nos a feijão caldaloso e arroz branco, enquanto meu pai reclamava que a mãe dele fazia isso, isso e aquilo outro... homens. Domingo, dia de macarrão no almoço, às vezes frango assado e pizza de mussarela à noite. Minha mãe faz bolo, coisa que ainda não acertei bem, somente os de massa semi-pronta. Ela, se pudesse, trocaria de lugar comigo, viria morar nessas terrinhas modestas de Viçosa, enquanto eu, urbana inside, iria sem problemas pra grande selva de pedra paulistana. Sou fluminense paulistana amineirada, por assim dizer. Minha mãe, campo-grandense domesticada pra grande civilização, para a pauliceia desvairada, mas nunca se acostumou. Sua alma é caipira, sem conotação pejorativa; viveria feliz na rua, na chuva, de preferência numa fazenda ou mesmo numa casinha de sapê, vivendo da terra, dos animais, longe do barulho e poluição das grandes cidades. 
Mamãe deve de tá um pouco triste hoje porque eu não estou lá. Dia das mães elas querem sempre todos os filhos por perto. Espero que os outros irmãos estejam. mandei uma encomenda via pac que demora mas chega: há de chegar até terça-feira, com a graça de Deus. Não é nada de mais, um cartão e um par de brincos, só pra não passar em branco. tentei ligar pra casa hoje, não deu. Imagino que devam estar todos na casa de minha irmã, passando o dia. 
Os netos a distraem e salvam um pouco da rotina cansativa: são três e mais um/a a caminho. Então, parabéns á minha grande mãe guerreira, dona Berenice, à minha irmã que espera o segundo baby, Raquel, e à mãe dos meus sobrinhos gêmeos encantadores, Laurinda. Pra bem ou pra mal, são mães. Somos mães, eu no caso de uma felina linda ^^. E parabéns, novamente, ao meu irmão Israel (30 de março), à minha irmã Raquel (26 de abril), ao meu sobrinho Estevan (29 de abril), ao meu (ex) irmão Isaque (2 de maio) e à minha mãe, de novo, duplamente por hoje dia das mães e por terça-feira, seu aniversário. Espero que receba a tempo minha encomenda com carta, cartão e presentinho. Porque os correios são ainda a mais alta tecnologia que mamãe conhece. Bju, mãe! :)