quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Tom Literário


Tudo ainda tem tom literário: estranhamento. Lembro das primeiras aulas de teoria da Literatura I, com J.S.S.. Falávamos desse tom de estranhamento ao nos depararmos com literatura, com o novo, e é assim que estou agora. Quase como um dia será quando eu andar de bicicleta, coisa que não sei. Ando pensando remotamente em tirar carteira, mas devia primeiro andar de bike, não? Não sei... só sei que já aprontei muuuuito antes de namorar, e sempre esperei namorar, não aprontar. E aí, aos 45 do segundo tempo, namoro. Estranhamento, ainda mais quando se está indo pro terceiro mês, uau! Estranhamento ainda agora, quando acabo de ver uma aranha descendo em seu fio invisível. 

A música de Taylor Swift se encaixa como luva pra mim, por ele, por tudo o que houve. Begin Again. De alguma forma, comecei de novo, comecei o que sempre quis, mas nada é perfeito, o príncipe é um ser humano como qualquer outro; eu, que seria a princesa, estou beem longe disso também... que bom. 

Na música, a garota conta que gostava de fazer certas coisas que o cara reprovava, como usar salto alto. Daí ela conhece um que a acha engraçada, e ela acha isso estranho, porque o outro não a achava... e então tudo se torna bom, porque On a Wednesday, in a café, we watched it begin again (Numa quarta-feira, num café, vimos tudo começar de novo. Outro trecho diz: I've been spending the last ten months thinking of love ever does.. is break, burn and end... (Passei os dez últimos meses pensando em que tudo o que o amor faz é se romper, queimar e terminar...) e foi assim comigo. Passei os últimos seis anos na verdade remoendo a cada adeus que ouvia (estou sendo extremamente bondosa, porque foi apenas sumiço sumário, sem adeuses) e sofrendo, sofrendo, acostumada ao sofrimento. Tenho medo do que dura... do sentimento que ainda perdura e do novo, que quer entrar e vai conqusitando cada vez mais espaço. 

Outra música ue tanto me diz é A Little Respect. Passei para os meus alunos teens hoje, na tentativa de que ligassem a relação amorosa com a relação professor-aluno. Pedi respeito através da música, não sei se realmente pegaram a ideia. Sim, eu os amo, meus alunos. Amo porque o amor está em mim, amar está em mim e é mandamento, acima de tudo. Amo porque pra mim amar é simples; não digo e às vezes nem demostro diretamente, mas sei e sinto. Como amo Bruno. Te amo :)