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Mostrando postagens de 2013

Sobre 2013

Fiz planos pra 2013 mas isso não dá certo pra mim. Preciso é de um plano de cada vez; se faço uma lista, fico perdida. Até pra seguir a dieta que a nutricionista me passou tá difícil. A dieta é pra manter o peso e o leite, mas pela primeira vez na vida eu queria perder um pouco... estou me sentindo pesada.
Bom, resolvi analisar os planos que fiz pra esse ano, os estão listados aqui do lado no blog. Vejamos:
1. Aprender mais sobre Deus, de Deus: Comecei bem, lia a Bíblia e orava todo dia, mas parei por causa do maior aprendizado que Ele me mandou, a gravidez. Ele derrubou minha torre de babel, mas preciso continuar minha parte como cristã;
2. Aprender sobre mim mesma: Me achei mãe esse ano e o lado maquiavélico que sempre achei que dormia em mim talvez nunca tenha existido. Me emociono com cada gesto da minha pequena. Descobri que as expectativas que criamos sobre as pessoas, inclusive amigos, não serão necessariamente atendidas, feliz ou infelizmente. Descobri também que não sou boa …

The perfect life

Meu presente :)

Natal é sinônimo de família e dessa vez passei longe da minha, ou ao menos longe do meu antigo núcleo familiar: pai, mãe, irmãos e sobrinhos. Foi o primeiro com minha própria família: namorido e filha. Lídia está ainda muito novinha para viajar, ainda mais para SP, tão longe. Íamos até visitar a bisa dela que mora mais perto, mas o clima não colaborou. Enfim, ficamos e fizemos um almoço de natal com arroz, frango assado, salpicão e lasanha, além do pavê de sobremesa. Nossos presentes vieram antes, dois celulares. Senti falta - como o foi a vida toda - de uma árvore de natal. Eis um plano para 2014 ... Falta também fez a ceia que sempre acontece na casa da minha irmã.

2013 foi um ano bom. Fiquei muito isolada do mundo por conta da resolução que tomei no fim de 2012, mas tudo bem, não me arrependo, até porque a decisão fez com que minha vida sentimental desse um salto que culminou com o nascimento da minha baby. Ser mãe, uma nova etapa que continua em 2014. Ainda esto…

Minha pequena

Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às seis horas da manhã...
Cotidiano - Chico Buarque
Minha filha é linda. Olho pra ela e mal acredito que saiu de mim, tanto pela beleza quanto por minha mentalidade, até ontem eu me debatia num mar de paixões e sem perspectiva de futuro... acho que essa perspectiva ainda não está muito clara, acho que projetei tudo nela, minha vida é ela. Ao menos não estou mais enterrada no passado. Acordo três vezes na madruga, alimento-a, cuido da casa, estou um lixo e feliz. Olho pra ela e me emociono, não a mereço e peço a Deus todos os dias por sua vida.  É tudo tão pequeno nela mas sinto algo gigantesco que não cabe em mim, sai em lágrimas. Às vezes me pego chorando emocionada como se tivesse acabado de parir. É tudo o que dizem, muito inexplicável.
Digo que estou um lixo porque mal me cuido, já teve dia de dormir sem banho. Acordo com o cabelo desgrenhado e assim fico o dia todo. A coluna doendo demais por dar banho na Lídia e colocá-la no berço, al…

Vida segue

It's hard But you know it's worth the fight 'Cause you know you've got the truth on your side When the accusations fly Hold tight! Don't be afraid of what they'll say Who cares what cowards think? Anyway, They will understand one day One day
Les Jours Tristes - Yann Tiersen
Fui à nutricionista hoje, estou com 71kg. Antes da gravidez eu estava com 67 e cheguei ao final com 79, e tudo indica que estou bem. Não fiquei gorda porque sou alta e a barriga só estava bem visível lá pelo oitavo mês. Agora que tenho a bebê nos braços, a barriga ficou, um pneuzinho. Pelo menos já estou usando jeans novamente, só um mais apertado que ainda não fecha. A linha na barriga também permanece.
Gostaria de dizer que as dores passam assim que o bebê nasce, mas não é bem assim. Claro, dá um alívio enorme nessa hora, mas aí tem os pontos que a gente leva lá embaixo. Quando voltei pro quarto no hospital, estava bem, me movimentando normalmente ao contrário das outras três mães …

O parto é punk :)

A palavra punk sempre me remete à rebeldia, coisas e pessoas fora do convencional, com aparência ... punk mesmo. Me lembro de um seriado/desenho em que a protagonista chamava-se exatamente Punk, a levada da breca - era o título. E no dia 12 desse mês não consegui achar palavra melhor para descrever meu parto: foi punk, ponto. Apesar de tudo que passei, continuo defendendo o parto dito normal, ou vaginal. Eu até partiria para um parto humanizado se tivesse me preparado desde o início, mas não deu. Tive o que ouso chamar de parto semi-humanizado: todo o corpo médico me tratou com profissionalismo típico, aquela coisa meio distante, mas apropriada. Enfim, fui bem tratada no geral. O que vou relatar talvez tenha meu típico tom pessimista, mas sem intenção de assustar. A gente sobrevive e depois se sente preparada pra qualquer coisa na vida. No dia 11 acordei sentindo umas dores. Como tinha consulta marcada, fui tranquilamente até o posto. Após ser examinada, voltei pra casa sabendo esta…

Da impossibilidade de sermos românticos

Não tem amor
só o cotidiano que massacra
você entrou na minha vida,
ela junto
to curtindo a ideia
só não deu tempo de respirar

Não tem mais o nosso tempo
tem que fazer a comida, lavar a roupa,
isto é, eu tenho que,
ainda tenho que trazê-la ao mundo
e alimentar

Desvio um pouco o olhar
e presto atenção nos pássaros
que cumprem suas obrigações sem reclamar
então me vejo em desanimo
e presa na impossibilidade de romance
retirado cuidadosamente do cotidiano
de cada mortal

Achei mesmo que ia escapar dessa vidinha normal de todo mundo. Escapei dela por cinco anos e eis que ela me bate a porta, já que não enriqueci nem saí do país, nem fiz mestrado... virei simples dona de casa entediada, esperando uma filha e esquecida pelos seus. Sim porque aquela lista das coisas que me aconteceram esse ano e me chatearam, tanto quanto outras que me alegraram, não terminou. Tem dia que acordo amarga e isso tem sido frequente. "por que vc reclama de tudo?" diz o namorido. Porque a vida me cansa, …

Lira dos trinta anos

Estou sem meu notebook e agora sem celular, que resolveu simplesmente não mais ligar. Tenho dois números, ai a vida complica. Já estou meio além-mundo faz tempo, desde o início do ano quando descobri a gravidez. Estava vivendo minha vidinha normal até setembro, quando entrei de férias, ai passei a sair somente pra o médico ou pra igreja. Talvez demore pra eu escrever e publicar esse texto usando meu netbook quebra-galhos, misturando teclado normal e virtual. Mas aproveitando os finais - de mês, de gravidez, de ano - tenho coisas a serem ditas, conclusões sobretudo sobre meu estado. A gente fica mais sensível e mais olho aberto. A vontade de armar barraco nas redes sociais é grande, mas como esse espaço é totalmente meu, usá-lo-ei. Não aconteceu nada de grave, são só as coisinhas que vão se juntando aqui e ali. O tom desse texto não é novo, tem aquele velho sabor de decepção com conhecidos e surpresa com pessoas das quais não esperávamos muito; a velha lição que a humanidade nunca apr…

Velha Infância

rito de passagem :)
Hoje acordei com 30 anos e... nada, não me sinto nada diferente, mas me peguei pensando no que eu tenho até agora, no que vou ter, em idade, etc. Lembrei de um episódio em que eu estava no camarim - fui ou sou atriz, nem sei - e ai eu perguntava a idade de uma colega ali perto, depois mais gente entrava e não acreditavam na nossa idade "tão avançada". A minha colega dizia ter 32 e eu ainda tava no 29, acho. "Não creio! nem parece!" e brincávamos que dormíamos no formol. Mas hoje fiquei pensando que a faixa que compreende os 27 a 32, 34 anos mais ou menos não é uma idade tão avançada assim, tipo por que se assustam se a gente tem 30, 40? Sei lá, parece que ninguém quer sair da terra do nunca e que passar dos 25 é demais. Como eu disse, não sinto nada de diferente. Só receio que a sociedade vai me cobrar mais, mais postura "adulta" já que vou ser mãe, mais maturidade (seja lá o que isso signifique), me vestir diferente, nada de estampas…

Expectativas

Todo ano, seja em outubro ou dezembro, natal, guardo ainda aquela expectativa infantil: a do bolo, do presente, da festa, das pessoas sorrindo, felizes porque eu estou lá, feliz também, por mais um ano, por mais um natal... Guardo ainda a vontade de bolo infantil, brigadeiro, presentes bem embalados, brincadeiras, parabéns, happy birthday, q=com quem será, etc. Vontade reprimida, claro, pois todos quando crescemos somos impelidos a internalizar a criança que ficou pra trás, com traumas e tudo. Ser adulto é receber essa mensagem de si mesmo e dos outros: se vire, supere, continue bem ou mal. Mas a criança anda batendo à minha porta avora, ainda mais porque vou ser mãe: estou fragilizada e lembro da minha infância. Da barbie usada que ganhei já tardiamente, e outros brinquedos usados, uns poucos novos, a expectativa de presentes que nunca vieram, promessa feitas e nunca cumpridas pelos adultos. É bom lembrar disso pra que eu não cometa o mesmo erro. Por mais que cresçamos e superemos, …

Poder felino

filhote da Calabresa :)
Sábado minha gata foi atropelada. Não vi, mas ouvi um miado alto na rua e pensei nela na mesma hora. Olhei pela janela e lá estava a minha Calabresa, esperneando e correndo manca pra um canto. Desatei a chorar enquanto meu namorido foi buscá-la. Ele pediu ajuda pra ela, tadinha, que estava em choque, mas eu estava mais abalada ainda, pensando em sua morte iminente, nem cheguei muito perto. Ela respirava com dificuldade mas, como todo bom felino, estava de pé normalmente no dia seguinte.  Calabresa já "perdeu" três vidas nesse jogo: a primeira foi quando ela desapareceu por uma semana. Achei que não mais voltaria, mas voltou, com uma das patas inchadas, andando com dificuldade. Nunca me contou o que houve, mas tudo bem. Depois, ainda novinha e reconhecendo o terreno da casa onde eu morava, acabou caindo da minha varanda, segundo andar. Tomei um susto, desci correndo pra buscá-la e a encontrei quietinha agachada no chão. Tentei colocá-la de pé, mas não…

Vida 2

Ando preocupada comigo e com ela, com o que vai acontecer conosco. Sou do tipo que sempre pensa no pior, então... e ainda fico ouvindo tantas histórias... Sei que com cada uma é diferente, mas sempre pinta aquela angústia. Família (minha) longe, minha mãe vem aí, mas não sei, fica aquele suspense no ar, não sei... Amanhã é aniversário aqui de Viçosa, feriado na cidade, portanto. Como estou de férias, nem faz muita diferença mesmo. Mas em dez dias minhas férias acabam, aí entro de licença logo em seguida, se tudo der certo. Lídia mexe muito, e à noite então... dá pra ver as ondas na minha bariga, tem hora que está mais pra um lado, sobretudo o direito, ela adora o lado direito não sei por que. Outubro vem aí e o chá dela será dia 19. Hoje tivemos um pequeno chá lá na igreja, muita gente esqueceu, enfim, mas ganhei algumas fraldas. O segundo, dia 19, será na véspera do meu aniversário, mas vamos ver se alguém lembra disso... eu tava sonhando com essa data, planejando coisas, talvez um …

Vida

Várias coisas passavam por sua cabeça, várias coisas a emocionavam. Via a vida diferente, mais empatia e até mais "deixa pra lá" ... Era hora de ir em frente, tomar cada vez mais decisões, definir a vida, como se possível... como se esta não fosse um rio, um fluxo de coisas que se encadeiam.
- Mô, seu umbigo tá fechando ou é impressão minha? Tá voltando ao normal... Reparar em seu próprio corpo agora não era muito legal. Estava ganhando peso rápido demais e o umbigo agora estufava, a barriga esticando cada vez mais. reta final, a reta final estava chegando. Participara de uma pesquisa naquele dia de manhã sobre amamentação e só faltou a consulta ao cartão da gestante que, segundo as pesquisadoras, trazia a data prevista do parto. Ela nem tinha reparado... em casa, olhou atentamente o cartão, lá estava: 12 de novembro. A contagem de semanas era um loucura, as diferenças entre as ultras e as consultas também, e ela previa entre os dias 10 e 15, e assim era. 
A grana tava curta …

Semana do Fazendeiro

Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Salmo 139:14
Eis que chego em casa e tem uma galinha no muro. Sim, uma galinha. Ainda acho estranho encontrar galinhas e cigarras na cidade, apesar de que até em São Paulo já vi e ouvi galináceos. Bruno espantou ela pro outro lado. Minha gata deu uma miada esquisitíssima quando cheguei, acho que de fome, saudade, dor, sei lá. Ela está prenha e deve ter mais de 5 gatinhos dessa vez. Acho lindo demais, amo filhotes, amo animais. Eu tô "prenha" de uma só, mas estou como a Calabresa, só cansaço e sono e dores. Hoje fomos aproveitar a programação do último dia da semana do fazendeiro. Fomos assistir a um filme que eu tava querendo ver a vida toda, Tempos Modernos, com Chaplin, muito bom. Pena que as pessoas não valorizam essas coisas, essa arte antiga e tão moderna do cinema. Na sessão, havia 4 idosos além de mim e Bruno, que ainda não somos …

Acquisition

Language is an issue of subjectivity, at least for me. Today I was teaching a girl who is going to do a test by tomorrow. I had to explain some grammar rules for her, but it does not work alone. It depends on the context, I said. But people needs to have rules, to know the rules. Of course, as an English teacher, I must know the rules, but they are not enough for talking; they are not enough to understando how to use, really use the language. And thus sometimes I think my work is useless, mainly because here in Brazil we do not have a second language; English is something present in our lives but is far away at the same time. people have some difficult to understand the rule. I alwayas compare with Portuguese, showing them we have rules too, despite we don't follow them in a rigid way, because speaking is freer than writing. But most of my students are far away from understanding or really getting the language. Acquisition.  Being a teacher is stressful and I think I may give up,…

She

Costumo guardar lixos, coisas inúteis que as pessoas geralmente descartam: cartões antigos, papel de carta, papel de presente, sacolas, contact - aquele plástico adesivo transparente. Sempre acho que terão utilidade e, finalmente, hoje parte dessas coisas teve alguma. Acabo de entrar de férias e já sinto um certo ócio, falta do que fazer. Hoje inventei de encapar duas caixas com papel velho de presente. Pensei em fazer um espaço pra colocar as coisas da minha bebê. Tá chegando a hora e é tão terno e emocionante pensar nela aqui, daqui a pouco. Me dá uma languidez, uma coisa meio inexplicável, uma felicidade simples ... eu lembro do tempo que eu reclamava e invejava as pessoas que tinham alguém - ficante, namorado, rolo, marido, sei-lá - e agora alcancei essa pequena felicidade que se estendeu até ela, nossa filha. Tenho ficado cada vez mais emotiva, mais próxima dela. Minha barriga ondula com tanta movimentação, meu corpo está inchado, feio, me canso fácil e durmo muito, mas é uma ex…

Reta final

As retas finais das coisas me deixam ansiosa. Apreensiva. estou com a mesma sensação que tive quando estava no final da graduação, não tinha certeza que realmente terminaria a monografia, apesar de que se tal acontecesse, eu ficaria em prantos. Portanto, me desdobrei em dias e noites sem dormir o suficiente para terminá-la, sem sair, sem diversão, sem nada. Estava totalmente focada nela, na graduação, no meu grand finale. Na verdade, não foi assim com a gravidez. Agora nessa reta final é que comecei a me concentrar nela, mesmo porque minhas devidas férias enfim chegaram - do trabalho e da universidade - e ainda terei a licença-maternidade logo em seguida. Enfim, parece que o universo conspira a favor da minha gravidez, para que eu lhe dê a devida atenção. Não que não me cuide, mas sou bem tranquila. Estou tomando as vitaminas receitadas, indo sempre ao médico fazer o acompanhamento, fazendo exames daqui e dali, tanto que meus braços já foram picados algumas vezes para coleta de sangu…

Angústia

Mas a salvação dos justos vem do Senhor; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia. Salmos 37:39

Ontem mesmo conversávamos sobre os mais pobres da família. Incrivelmente, o pai dele e os meus pais sãos os mais pobres de cada família e nós também. Se bem que dos meus irmãos, estamos todos no mesmo barco e às vezes acho que não vou muito além do que já consegui. Engraçado, parece que certas pessoas simplesmente não andam sem empurrão de todas as espécies e sempre serão o primo pobre da família. Isso é frustrante... Às vésperas de tirar férias - enfim, meu Pai! - me sinto desértica. Essa semana vai ser punk, até sexta-feira, quando um alívio deve se dar, assim seja.  Ao contrário do que pensei, não tem ninguém na minha cola me dizendo que gravidez é assim e assim e assado, tampouco me dando conselhos. Novamente, me sinto desértica, ilhada. Sinto falta da minha mãe pra perguntar coisas como: eu demorei muito para nascer? doeu muito? em quanto tempo vc saiu da maternidade comigo? eu era do…

Mix e Medos

Não sentia saudades, era fria. Com a filha ainda no ventre, imaginava-a já longe de si, na faculdade, curtindo as porralouquices da vida. u mesmo querendo entrar para um convento. Sendo (in)feliz no amor? Não sabia, mas imaginava já muitas coisas para a pequena. Com tantas perdas - maior parte emocionais - não podia afirmar que não tinha nada, tampouco que tinha tudo. era melhor se conformar com muita coisa. O dia a dia mata às vezes e se renova. É preciso ser máquina. Olhava para o marido e via-o tão assim romântico. Era fria, sempre fora. Sabia que tal frieza vinha do pai. Genética. Tinha medo e orgulho ao pensar na filha assim também, fria e altiva. Ah, não. Sofrer como ela já sofrera é pra poucos. Nunca fora fã de ninguém. Na adolescência tentara ser fã do Westlife, do *NSync, dos BSB, foi um pouco do Hanson, de quem gostava ainda até hoje. Mas quando chamava um ou outro de marido como o faziam as meninas bobinhas e fúteis, sentia-se ridícula. Parou de se entupir de revistas adol…

Alea jacta est - ou sobre machismo e humanos

Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que tu és o Senhor Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração. I Reis 18:37
O tema do Encontro com Fátima era quem deve pagar conta, homem ou mulher. Aí a maioria das mulheres ditas independentes e modernas acha que o homem DEVE pagar a conta num primeiro encontro. Regina Casé levantou uma questão interessante, apesar de ter respondido também que o homem DEVE pagar: e se o encontro for entre duas mulheres ou dois homens? Nesse caso, DEVE pagar quem convidou, não importa se homem ou mulher.  Namorido aqui em casa está desempregado, eu pago tudo. Isso tem pesado, mas eu entendo a situação, vamos levando. Está difícil ainda mais por causa da bebê. Ainda bem que namorido não é muito de sair, apesar de ser muito de comer #maldade :p A discussão no Encontro tomou um ar divertido, leve, mas acho estranho. Quem paga é quem tem o dinheiro, e na nossa sociedade ainda tradicional, mesmo que no pensamento, é o homem que tem o poder mone…

Ao Deus desconhecido

Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. 
Atos 17:23

Deus nos dá tudo. Hoje eu refletia durante o culto sobre como e por quê é tão difícil estar perto dEle, servir a Ele do jeito como manda o figurino, digamos. um dos motivos é a separação Estado-Igreja, não que isso seja ruim, mas vejo com um pouco de negatividade pelo lado exatamente do senhorio de Deus. Ele parece estar novamente se tornando um Deus desconhecido, como Paulo declarou. Temos dificuldade de admitir algo ou alguém além do que conhecemos tendo total autoridade sobre nós; alguém que disponha totalmente de nossas vidas, que nos tem nas mãos. Ma eis o segredo, Ele bate à porta, Ele pede pra entrar. Ele não age sem que queiramos, sem que deixemos, taí o por quê de esse mundo parecer estar entregue ao caos: não está; ao mesmo tempo, Ele cuida de nós. Deus tem caminhos que não enten…

Nós

(Domingo, 18/08) Hoje teve lasanha e sorvete por aqui. Ganhei uns três quilos de uma vez só no mês passado, o que, segundo a nutricionista, não é muito bom. Aí eu venho tentando maneirar e o namorido come, come e come e eu acabo indo na onda dele. A bebê vai bem e já responde se falo com ela e mexo na barriga. repito seu nome às vezes, pra ver se soa bem. Até pensei em dar meu próprio nome a ela, como o fazem tantos pais aos filhos; sendo mãe, à minha filha, porque não? Mas pensei bem e ...não, melhor não. Lídia: do grego, irmã, amiga, companheira, mulher nascida na Lídia, antiga região da Ásia Menor. Cristina: do grego, a ungida. Em casa somente eu não tenho nome composto, até o namorido tem, Bruno Henrique. Estou com o pedido do teste de glicose em mãos, dizem que é terrível, altamente enjoativo, mas necessário para detectar uma possível diabetes. Ontem recebi a visita de uma tia-prima da minha Lídia e ganhei mais um par de sapatinhos de crochê, um rosa. Já tenho um verde e um verm…

She's all

(Quarta, 14 de agosto) Parto. Barriga. Fome. Chutes. Cansaço. Variação de humor. Amor. Beijo. Tosse excessiva. Noites (já) mal dormidas. Ultrassom, exames. Menina. Girl. muita coisa acontecendo, mudando. E eu sempre lendo histórias de partos e de direitos humanos que me impressionam. Não sei, as pessoas são estranhas. E diante de tantas histórias que nos incomodam de uma certa maneira, a tendência é mesmo se afastar e preocupar-se somente com o próprio umbigo. Mas em relação a filhos, não podemos deixar pra lá, fechar os olhos pra nada. vai ter hora em que ficarão sós com outras crianças, com outros adultos, com parentes, com irmãos. A maldade humana é tanta que precisamos ser "maldosos" também, olho aberto. problema que ás vezes a gente cria o filho numa bolha. Ai, a maternidade... difícil. Minha gravidez está até tranquila, fora essa neuras que a gente cria mesmo. A bisavó dela está aqui esses dias e deu um presentinho pra ela, um macacão rosa com a tiarinha também rosa. …

Pais

meu pai, Mister Osvaldo, que significa poder de Deus :)

Já os conhecemos quando têm uma certa idade. O meu tinha 24 quando eu vim ao mundo. E aos 29, quando eu tinha 5, ele me escreveu um texto lindo que já publiquei aqui. Meu pai foi pai cedo, eu fui a primeira filha, a primeira experiência dele. Meu gosto pelas letras vem dele, que se daria muito bem na mesma área, se tivesse mais tempo ou cabeça, como diz minha mãe.  Hoje meu namorido é pai também, de uma futura menina. Ele é filho único do coração de seu pai. nesse dia, penso  em muitos pais, no seu Osvaldo, meu pai, seu Domingos, o sogro, seu Raimundo que foi meu "senhor barriga" por um tempo, amigo, visita constante. Penso também no Edmilson, meu cunhado, e no Isaque, meu irmão mais novo, todos pais. Penso no seu Temístocles, pai do meu cunhado, e no seu Adelino, pai-bio da minha irmã. Penso nos pais ausentes e nos de coração; apesar de o papel de mãe ser tido em mais alta conta, o do pai não é mero coadjuvante. O nam…

La niña!

É ela! É ela! É ela! É ela Álvares de Azevedo
É ela! é ela! — murmurei tremendo,
e o eco ao longe murmurou — é ela!
Eu a vi... minha fada aérea e pura —
Porque para bom entendedor, meia palavra basta!! Felizzzzzzzzzzzz.... Boa noite! :)

La niña ou el niño?

Tão precisando de amor, tão precisando resolver, tão precisando de carinho... (Cidade Negra - Na moral)
Duas coisas que me preocupam e importunam: assistir cenas de sexo e de partos. São coisas totalmente íntimas, ainda que comuns. Não gosto de exposição. Hoje mesmo no Encontro, com a Fátima Bernardes, falava-se sobre parto humanizado e mostraram um de uma moça. Putz, achei legal a ideia, mas só de imaginar eu lá toda exposta e um monte de gente assistindo, me dá agonia. E o pai da criança filmando tudo, FILMANDO!! Gente, é bonitinho ver o recém-nascido, mas o parto??? É no mínimo nojento. Já avisei que se o namorido aparecer com câmera na mão, eu juro que dou uma voadora.  Tenho tido medo também. Quero o parto normal, mas às vezes parece que é um sofrimento tão grande que dá vontade de já marcar uma cesárea. E que o médico não me invente de fazer cesárea só porque recebe incentivo financeiro do governo para tal, o que é um absurdo. Só aceito se for realmente necessário. Medo de preocupa…

My Sacrifice

How quickly life can turn around in an instant...
Fiz sacrifícios nos últimos 11 meses. Decidi para de sair e voltar de vez pra igreja. Comecei a namorar. Parei de beber. Não bebo, não fumo, não saio pra balada. Não telefono nem mantenho mais muito contato por não saber ou por ter a certeza (falsa?) de que minha presença tornou-se descartável. Não ligo, não ligo, não elogio, não convido, não chamo, não cumprimento. Tenho muita segurança agora. Terminei por um dia com meu husboy e chorando pedi pra voltar. Voltamos. Engravidei. Sem saber, fui tratar do meu estômago. Tive enjoos e ainda achava que era por causa da endoscopia que havia feito pois, apesar do atraso menstrual, minha barriga inchava e murchava por problemas intestinais. Bom, engravidei, mudei de casa, vim morar com ele, temos casa agora. Trabalho, ele ainda não. Sinto falta de coisas que, antes de 2006 nunca tive e por isso a minha conformação está bem rápida. Sou como qualquer espécie de réptil ou animal que se adapta faci…