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Nós


(Domingo, 18/08) Hoje teve lasanha e sorvete por aqui. Ganhei uns três quilos de uma vez só no mês passado, o que, segundo a nutricionista, não é muito bom. Aí eu venho tentando maneirar e o namorido come, come e come e eu acabo indo na onda dele. A bebê vai bem e já responde se falo com ela e mexo na barriga. repito seu nome às vezes, pra ver se soa bem. Até pensei em dar meu próprio nome a ela, como o fazem tantos pais aos filhos; sendo mãe, à minha filha, porque não? Mas pensei bem e ...não, melhor não. Lídia: do grego, irmã, amiga, companheira, mulher nascida na Lídia, antiga região da Ásia Menor. Cristina: do grego, a ungida. Em casa somente eu não tenho nome composto, até o namorido tem, Bruno Henrique. Estou com o pedido do teste de glicose em mãos, dizem que é terrível, altamente enjoativo, mas necessário para detectar uma possível diabetes. Ontem recebi a visita de uma tia-prima da minha Lídia e ganhei mais um par de sapatinhos de crochê, um rosa. Já tenho um verde e um vermelho. Ainda vou comprar um laranja que ando namorando há muito tempo, mesmo antes de saber que estava grávida. Grávida. Ainda preciso repetir e mentalizar isso pra ver que é real, e tudo se torna mais concreto só nos ultrassons e o será ainda mais em novembro, dia 12, ou 15 ou antes, enfim, quando ela estiver aqui.
Tenho muito sono, muito cansaço e muita coisa a fazer. Não está fácil, mas já estou indo pra reta final, ainda sem férias, sem licença-maternidade. Sem muito ânimo. talvez falte mais envolvimento emocional com tudo isso. Hoje mesmo ouvi o choro estridente de uma criança e pensei na minha pouca paciência para aturar isso. Talvez tudo mude quando ela nascer, espero que sim. Com disse uma mãe-blogueira, a nossa vida é ab, db: antes do bebê e depois do bebê. Mudanças grandes assim nem sempre a gente quer, mas elas vêm. E tanta coisa pra arrumar! Chá de bebê, enxoval, mala da maternidade, e aqui em Viçosa somente um dos hospitais faz o serviço, não se tem muita escolha.
Assistindo as Crônicas de Nárnia, vejo Deus em Aslam. Não sei se tenho algum tipo de dom, mas consigo senti-lo em coisas do tipo um filme. Não sou sensitiva nem nada, apenas sei que Ele está sempre por aqui, always around. É por isso que eu estou aqui também, por isso eu continuo.


(Hoje, 21/08) Hoje faz 11 meses que estamos juntos, eu e namorido. Morar junto nem foi tão traumático ou diferente assim, já estávamos acostumados à presença constante um do outro. Foi algo natural, e está sendo natural essa relação. Eu não conseguiria encarar uma gravidez sozinha, solteira. Não sei como há mulheres que querem produção independente, seria pesado pra mim. Nossa filha está ganhando muitas coisas e assim vamos caminhando. Parece que muita coisa na nossa vida vai "acontecendo"; tem escolhas, conscientes ou não e tem horas que a gente se pega em alguma situação e nem lembra como foi parar lá. Mas eu lembro de todos os passos desses 11 meses juntos. Congratulations for us! :)

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