domingo, 20 de novembro de 2011

Estrela-guia





"se virou e alcançou o céu e a última estrela
nada deixava passar, tudo lembrava elaaaa...
quando a chuva cai, nas noites mais solitárias
lembre-se que sempre estarei aqui..."

Acordei hoje com uma ressaca monstro e pensei nessa música, sei lá por que - tem muitos por quês. "Cansei das minhas próprias crises", comentei ontem com meu companheiro de baladas. "Eu tbm cansei das suas crises, quando vejo aquelas frases suas no face, dá vontade de ir lá na sua casa e te bater!", ele respondeu, e eu concordei, pode bater que eu to precisando... precisando acordar assim pra vida, me desapegar do que já foi.
Engraçado como essas fases - e frases - se repetem na nossa vida, isto é, posso falar por mim, na minha vida. Uma crise aqui, uma lágrima ali, uma dor acolá, o outro lá... E os clichês que todo mundo diz e que a gente mesmo se diz começam a ser verdadeiros, a fazerem sentido, a me fazer parar e refletir. isso me lembra outra música (gospel):

"Há momentos que na vida
pensamos em olhar pra atrás
é preciso pedir ajuda
para poder continuar..."

A ajuda de que fala a música é divina, a mais eficaz, a melhor e, talvez, aos olhos humanos, a mais demorada. Mas continuo contando com ela. 
Clichês também me lembram novelas, e estava pensando nas coincidências de novela, como no ultimo capitulo que vi da atual novela das 9, um moço que foi tentar se reconciliar com a namorada chega de moto bem na hora em que uma outra moça está atravessando seu caminho nervosa e quase correndo, e ai ele atropela ela, q está grávida do irmão da namorada do moço. Tudo se liga em novela, mas a vida não fica muito longe disso também. Outro dia eu encontrei um "amigo", ia passando por ele, mas resolvi voltar e falar com ele; cumprimentei-o, nos falamos rapidamente e segui caminho. Logo em seguida, eu vi um ex passar de bike, bem perto de mim, mas não me viu. Meu coração gelou. Se eu não tivesse parado pra falar com meu "amigo" talvez não tivesse visto o ex passar de bike. Então eu precisava vê-lo? Talvez sim. 


Precisamos de coisas estranhas às vezes. De ver o ex, por exemplo, e sentir a dor do desprezo. essa dor não é só por que ele te ignororu ou não te viu, a dor também vem quando ele fala com você e te cumprimenta como se você fosse só uma conhecida, nada mais. E a constatação é a de que é isso mesmo, você é - e pior talvez sempre tenha sido - nada pra ele. E aí, das duas, uma: ou você insiste e continua no papel de tola apaixonada, dando murro em ponta de faca, ou resolve seguir em frente e deixar ele pra lá, percebendo que o que você quer é voltar naquele tempo de ignorãncia, quando você não sabia quem ele era realmente, um tempo que não volta, darling. Ele já não faz mas sentido na sua vida, e você sabe, mas é injusto deixar ele ser felzi pra lá, e você ai na fossa... Sai dessa. Portanto, eu saí.



Precisamos também às vezes das crises. De chorar, se desesperar. É engraçado isso também, "engraçado". Quando se está em crise, a gente realmente fica cego e pessimista - no meu caso, o pessimismo só aumenta - e a sensação de que aquilo não vai passar é real, você a sente. O que faz passar um pouco é a reação, a gente tem que reagir pra bem ou pra mal. reagir pra mal é a primneira fase, chorar, lamentar, imaginar o que tem de errado consigo mesma. depois ficar com raiva de tudo, raiva de si mesma, e depois é a decisão.


Precisamos, então, finalmente, de algum excesso. Um porre, um pote de sorvete ou de doce de leite, uma enorme barra de chocolate, pra extravasar, soltar os bichos. Uma super festa com amigos ou mesmo um barzinho com um bom pop-rock, que foi o que fiz ontem. Foi ótemo!! Claro que viver, pra mim, não é isso, mas faz bem e faz parte.


Hoje, nesse domingo ressacante, eu só queria me virar e, milagrosamente, alcançar não a última, mas alguma estrela-guia, luz no fim do túnel, porque cansei. Boa tarde!


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