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A gente somos inútil

O que andei descobrindo...

Novas músicas são a coisa melhor do mundo, umas das. Quando se descobre um músico novo, ainda que ele tenha sido já descoberto pela mídia anos ou meses antes, a gente tem aquela sensação de fazer parte do que ele canta, daquele mundinho. Eu descobri!, é a sensação, a sensação de descobrir o Brasil, quase. Todo mundo se interessa por música e aí começa a instauração da minha inveja, dor-de-cotovelo, whatever. What about poetry? 

Ninguém diz, nossa, li uma poesia cara, muito boa, vou baixar pra vc depois, vc tem que ler! Eu sinto que meu trabalho é inútil e imagino que esse seja um sentimento expeirmentado por Van gogh, por pintores, cantores, dançarinos e autores que não tem um grande público, um  grande alcance. Sim, eu gostaria desse grande alcance um dia, aliás, ainda agora. Eu sei que escrevo, e adjetivos ficam por conta de cada um. 

Tem o problema das caixinhas de comentário também. Quantas vezes li coisas, gostei, mas sequer dei um curtir ou fiz qualquer comentário... Nessa era tecnológica, isso é fundamental pra se conhecer a opinião alheia, porque às vezes realmente ninguém curtiu ou leu, ou ouviu, ou gostou, mas ocorre às vezes de ter positividade, e a gente, ansiando pelo grande alcance, o grande público, fica lá na frustração pura. Inutilidade!

Mas tem o lado bom de descobrir coisinhas que pouca gente vai sabendo: você se deparar com gente da sua idade também escrevendo e pintando e cantando e compondo e dançando. É a nova geração, não tão nova assim, mas você acaba se sentido parte de um movimento a ser estudado no futuro. É o sonho que eu nunca vou saber se realizar-se-á, posto que é póstumo: ser literatura e cair nos vestibulares. Sagrar-se membro da ABL. 

Tem o negócio de ser professor também, O papel. O professor é o artista-mor, o artista de tudo. Não é um inútil, como ninguém o é, mas fica ás vezes nesse canto escuro e injustiçado da sociedade. Como alguns de nós, artistas pobres e não-reconhecidos. Porque algum dinheiro às vezes faz a diferença. E o "às vezes" que tanto uso pondera tudo. Bye.

Comentários

Rodolfo Xavier disse…
Você não sabe da minha felicidade ao ler esse post!
primeiro: está mais do que concordado que muita gente lê, gosta até, e não comenta, fala, curte... absolutamente nada! Imploro aos meus amigos que comentem o meu blog pelo menos com algo ruim, pra ver se eu melhoro, rs. E vc é a única pessoa que comenta ele [obrigado!].
Segundo: vc expôs a mesma coisa que eu quis dizer quando eu descobri essas musicas, de uma forma diferente... uma relação de intimidade, uma coisa meio que da gente, do mundo da gente. Estranho, mas é verdade!
ótimo texto! não deixe de escrever porque acha que ninguém lê... de vez em quando eu leio e não comento![vou tentar comentar sempre!] rsrs Abraço!

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