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Niver e mais coisas que eu sei



Eu ia escrever qualquer coisa aqui no dia 20 que passou, meu aniversário. Eu gosto de comemorar, não necessariamente com festa, mas com algo que simbolize o dia. Mas não foi um dia tão memorável esse ano. As contas, a rotina, a relação consomem tudo que pode ser especial. Enfim, fiz 31 anos. Eu adoro aquele episódio do Chaves em que Seu Madruga faz aniversário. Ele está se sentindo um pouco estranho, porque todos lhe perguntam se ele se sente mal. Aí então começa a desconfiar que está prestes a morrer e o Chaves tenta ajudá-lo, mas entende tudo errado. No final, tudo era uma armação pra uma festa surpresa. Bom, eu sempre fico, lá no fundo, com essa expectativa da surpresa, mas na maior parte das vezes ela se frustra. A única coisa de diferente que me aconteceu no dia foi ter começado a lecionar numa escola pública. Uhú, enfim realizei uma vontade antiga e estou gostando, ainda que seja só por um mês. Cheguei num ponto bom da vida, gostaria que continuasse assim, aulas de inglês e de português com horários light, uma aula particular aqui, uma revisão ou tradução ali, enfim, trabalho sem muita pressão ou compromisso. Depois, chegar em casa, beijar o marido, brincar com a baby, assistir algo na TV, jogar conversa fora comendo alguma coisa gostosa. Ah, vida boa... tem dia que isso acontece, mas tem dia que tem briga, cansaço, falta de grana, falta de fralda, falta disso e daquilo e... aí a vida cansa. Aí eu gosto quando os alunos marcam aula de reposição e eu tenho que ir lá na sexta-feira, porque sempre dá pra dar uma olhadinha na net, sim porque estou sem computador e sem net por tempo indeterminado, tristeza. Aí vou, dou aulas, me distraio, escrevo aqui. O casamento não me tirou aquela vontade de ficar só por alguns momentos, pensar, ponderar, até chorar, depois volto melhor porque penso em tudo que quero dizer e, mesmo posteriormente não dizendo, me alivia. Não mudei muito afinal. A maior virada foi ser mãe, me preocupo muito mais com a vida, as coisas, o mundo, o futuro, principalmente o dela. Tão pequenina, tão inocente ainda, tanta coisa que a espera lá fora. Espero poder construir uma ótima relação com a minha filha pra que ela saiba viver e dizer tudo o que for necessário dizer nas horas próprias. Porque tem tanta coisa que eu ainda fico remoendo que poderia ter dito em tal situação, em tal lugar, com tal pessoa... 

Uma miga me perguntou como me sinto agora, com 31 anos. Não sei, me sinto cansada, mas acho que por causa da gravidez, da bebê, de toda a mudança que ela trouxe. Bom, a idade também "pesa", tenho rugas, barriga, estrias, marcas de expressão, pele seca, unhas quebradiças, cabelo caindo eternamente, corpo cada vez menos elástico e mais endurecido, muitas dores. Se não tomar cuidado, o desânimo impera e eu não faço mais nada além de trabalhar, não leio, não sonho. A vida é movimento, pra frente. Se a gente não vai, ela empurra, mas é melhor achar um meio de ir. Talvez eu tenha mais certezas agora, tais como:

1. Me conheço e me aceito. Eu amo de longe, sem demonstrar, sem dizer, querendo estar perto. Sou carinhosa e fechada. Me prendo ao passado, sonho com o futuro, o presente me cansa. Só algumas coisas, porque quem é que se conhece mesmo...
2. O corpo começa a mudar bastante a partir dos trinta. Tudo é mais, o cansaço, a fome, a preguiça, os medos, os problemas de saúde.
3. É preciso muito dinheiro pra ter uma família. (família= casa, casamento, marido, filhos, comida, roupa, gás, água, luz, aluguel, animal, etc, etc).
4.  Ser mãe é um acontecimento e tanto! Tem dia que cansa ter um bebê, mas é uma alegria imensa, uma satisfação sem tamanho, uma felicidade inexplicável, só tendo um filhotinho pra saber. Cada palavra que Lídia tenta dizer, cada passinho que tenta dar, cada sorriso é a felicidade total pra mim :)
5. Vai ter sempre alguém dizendo como você deve criar seu filho, desde a gravidez. Chato, mas realidade. E vai ter sempre alguém - geralmente família - contra seu casamento, mesmo que não declarado.

E por aí vai, depois eu lembro de mais coisas. Bjo, bye :)

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