Pular para o conteúdo principal

chuva

ois.

è, é exatamente isso que está nas notícias: São Paulo anda inundada. A chuva nao da trégua e inundou minha casa. Queria ter tirado fotos dakilo tudo que vi ontem. Cheguei em casa e parecia que tinham assaltado: tava tudo de pernas pro ar, a geladeira caida, impédindo a passagem, a mesa tombada, o banheiro cheio de lama, um horror. Fiquei sem ação, as lágrimas vinham e não saíam. Encontrei um rato, encolhido num canto, molhado, assustado como eu. Conversei um pouco com ele. Me aproximei demais, axo, e ai ele pulou fora, se assustou, me mostrando que a maior ameaça é o ser humano mesmo.
esse troço de enchente já aconteceu várias vezes lá em casa, mas eu só lembro da primeira vez, pois nas outras eu já nao morava mais aki. Nessa primeira, minha mãe me acordou e quando eu olhei pro lado, a água estava na altura da minha cama. Sinistro, nao lembro bem da minha reação, mas deve ter sido semelhante à da esta ultima vez: susto, falta de ação, ...

a chuva derrubou 110 árvores em toda a grande são paulo, dizem as noticias... elas destruíram alguns carros e mataram uma pessoa ate onde sei... sinais dos tempos findando... it's the end of the world as we know it....

música boa que acabei de descobrir:  Pure Morning, do Placebo. Muito boa mesmo, meu pai tava ouvindo. Meu pai é uma figura.

Bye.

Comentários

Amanda... disse…
Ê São Paulo....
Ainda assim, daria minha vida para estar aí...

Postagens mais visitadas deste blog

H. Pylori

A partir de hoje, se a grana deixar, minha dieta será essa aqui. Descobri, indo hoje ao médico, que tenho uma bactéria no estômago, na verdade uma bactéria comum que muita gente tem, mas que pode ou não se manifestar pro mal. É claro que no meu caso ela fez questão de ser do mal e se manifestar. Eu já tinha cortado bebidas alcoólicas, café e refrigerante, agora só falta remover o estômago mesmo. Sim, porque comer só frutas (não cítricas), legumes e vegetais sempre refogados, lembrar que isso ou aquilo tem gordura ou ataca o estômago, bom, é coisa de nutricionista, ou de gente antenada demais no que come. Cortar frituras também, que são superiormente mais saborosas que coisas cozidas, mas tudo bem. E pensar que tem gente se acabando no torresmo com cachaça sem nada lhes acontecer... Mais um capítulo da injustiça do universo contra mim. A vida sem sabor.
Duzentos mil atrasos hoje e o preço do remédio pra matar a bactéria me fizeram chorar de raiva e tristeza. Pergunto, como sempre, por…

A solidão do professor

Pouco se fala sobre um sentimento que por certo atinge o professor: a solidão. Fala-se em valorizar o profissional, em melhorar salários, em aperfeiçoar a formação, capacitar sempre mais. Não se lembra que é uma profissão que precisa de cuidado psicológico. Você briga com e contra os alunos muitas vezes. Você tenta abrir suas mentes para o novo, o velho, fazer as conexões, entender, aprender. E tem hora que parece que a gente desiste. Que quando vem um comentário altamente crítico ao seu fazer, desmoronamos. Poxa, tanto esforço pra nada!? A falta de retorno positivo, de um elogio, um abono, uma promoção é deprimente. Desgastante. Falta retorno do aluno também. Pelas provas, nada sabemos. Não conseguimos tampouco estabelecer uma relação ais próxima com cada aluno. Nenhum deles vem e diz, "nossa professor, aprendi tanto na aula de hoje!" (pode ser que algum faça, na faculdade talvez). A gente tem que advinhar as dúvidas, o que poderia ser mais dificil ou não, e segue o ritmo …

Inutilidade pública - a história de Benê

O que é ser (in)útil?


Benê se sentia inútil. Vivendo de aluguel com uma gata e uma cadelinha, ia empurrando as coisas com a barriga (literalmente). Desempregado e acima do peso, gostava mesmo era de comer, jogar video game e conversar com friends pelo cell phone. A cadelinha era sua melhor companhia. de vez em quando gritava com ela, tocava-a de onde estava, mas ela logo voltava feliz lhe abanando o rabo. Já a gata não. Olhava-o com altivez, as vezes se roçava em suas pernas, recebia seu carinho e até dormia com ele, mas se irritada, arranhava-lhe sem dó e de repente. Benê tinha vários arranhões, mas amava aquela gata sem bem saber por que. De vez em quando ela dava um sumiço, mas sempre também voltava, com parcimônia. Estava sempre pronta para partir. 
Benê comia porcarias, e comida boa em quantidades rinocerônticas, mas gostaria de mudar se não fosse essa imensa, intensa e incontrolável fome que sentia. A comida era a única fonte e prazer que enxergava, rápida e concreta. Um dia pas…