Pular para o conteúdo principal

cigarretes and alcohol...as Lucifer

ois.


pensando e pensando...essa trilogia de saídas - quarta, quinta e sexta - não dá mais certo comigo. Estou velha, haha. Estou ficando velha. Estou ficando muito velha e estou gostando demais disso, sei lá porque.

Ontem vivenciei um impossível diálogo entre Beyoncé e Álvares de Azevedo. Explico: Saímos Am e eu - leão, como sempre - mas devido á ressaca e chateação que passamos na quarta, ontem estava o óh por lá...Minha cara péssima, Am no celular, celular, celular....Íamos fazer tudo di novo, repeteco da quarta, mas não tinhamos animo - no meu caso, foi a ressaca moral e a velhice. Aí, fizemos assim mesmo: bebemos (bem menos), rimos (tentamos), falamos bobeira (LP fliers all the time, cogumelos...) e fumamos; isso sim deu um up, fumamos indo embora cedo, cedo para quem tem costume de sair. Achei cigarro horrrível. Na quarta nem senti o gosto, acho que porque eu tava bebinha. mas fumei, fumamos assim mesmo. E cismamos de talk in English, haha. Demos uma de gringas (vê se pode, duas morenas brasileiríssimas, nem tem como enganar) e saímos falando in English. Comentei que me sentia poderosa, charmosa fumando. Os homens olham...E Am comentou que se sentia artista, akela coisa de literatura, ler e fumar...Ou seja, nos sentíamos Beyoncé e Álvares de Azevedo, respectivamente, kkkkkkkkk....papo de bebado é mesmo estranho...pior de tudo: nao estávamos bêbadas!

Minha ressaca moral não se deve nem tanto ao que fiz em si, mas ao que ouvi: homens gostam de falar coisas na cama, de pedir que falemos também, mas o que eu ouvi foi além-cama: foi a constatação de um fato, a emissão de uma opinião sobre mim, tenho certeza disso. E, pior de tudo, foi pensar em cada palavra o dia inteiro e constatar que nada me disseram além da verdade. Todas as palavras com "P" e "V" que usaram para mim são cabíveis..."P" e "V"....interessante, não? Ambígüo (vixe, o trema num tem mais neh...mas é tão bonitinho). Sou o que sou e gosto d+...mas essa minha natureza paralela, que só se manifesta sob efeito do alcool, me pesa e custa muito. Pesam os rótulos, custam desconfiança e desrespeito. Preciso de carinho...espero hj ansiosa receber uma ligação, ai, ai...

Falando em ligação, ontem recebi uma bem inesperada...meu pequeno. Me ligou perguntando se eu tinha ligado, mas a conversa evoluiu e eu só me lembrei que tinha dado um tok quando terminamos de falar. Na quarta eu ia mandar mensagem pra ele, mas mandei tantas para o outro que num teve mais credito pra ele. Aí dei um tok a cobrar. Ele ficou sabendo da minha aprontação de quarta e falou comigo como se estivéssemos namorando (que gracinha!). Disse que vai me por juízo...ele me quer, mas eu não quero abrir mão do outro também. Dilema...Sorte de hoje: A estrada para o verdadeiro amor sempre tem obstáculos (oráculo do orkut ehehe). E quantos obstáculos...o obstaculo maior agora é meu medo e minha frieza..."aprendi a me virar sozinha" e agora num sei mais como viver ao lado de alguém, de um alguém só, apesar de querer.  Tenho medo de trair tamanha é minha fome...nakela área. Peco e peco...vivendo entre céu e inferno de novo...me sinto um anjo caído, sem memória, sem saber de onde vim, pra onde vou...


isso me lembra uma musica da Dido: Life for rent: "If my life was for rent..." Num sei se tem a ver, mas é uma musica tão lindinha...todas as musicas dela o são...ele num foi ao leão ontem só de pirraça,a cho. Está com o pé atrás comigo...Também eu estou pior que homem, muito cafajesta rsrsrsrs...e daí? Não ligo pra mais nada...um relacionamento onde há respeito e carinho parece não ser pra mim, então...o jeito é ir levando do jeito que to, do jeito que dá....Bye.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H. Pylori

A partir de hoje, se a grana deixar, minha dieta será essa aqui. Descobri, indo hoje ao médico, que tenho uma bactéria no estômago, na verdade uma bactéria comum que muita gente tem, mas que pode ou não se manifestar pro mal. É claro que no meu caso ela fez questão de ser do mal e se manifestar. Eu já tinha cortado bebidas alcoólicas, café e refrigerante, agora só falta remover o estômago mesmo. Sim, porque comer só frutas (não cítricas), legumes e vegetais sempre refogados, lembrar que isso ou aquilo tem gordura ou ataca o estômago, bom, é coisa de nutricionista, ou de gente antenada demais no que come. Cortar frituras também, que são superiormente mais saborosas que coisas cozidas, mas tudo bem. E pensar que tem gente se acabando no torresmo com cachaça sem nada lhes acontecer... Mais um capítulo da injustiça do universo contra mim. A vida sem sabor.
Duzentos mil atrasos hoje e o preço do remédio pra matar a bactéria me fizeram chorar de raiva e tristeza. Pergunto, como sempre, por…

A solidão do professor

Pouco se fala sobre um sentimento que por certo atinge o professor: a solidão. Fala-se em valorizar o profissional, em melhorar salários, em aperfeiçoar a formação, capacitar sempre mais. Não se lembra que é uma profissão que precisa de cuidado psicológico. Você briga com e contra os alunos muitas vezes. Você tenta abrir suas mentes para o novo, o velho, fazer as conexões, entender, aprender. E tem hora que parece que a gente desiste. Que quando vem um comentário altamente crítico ao seu fazer, desmoronamos. Poxa, tanto esforço pra nada!? A falta de retorno positivo, de um elogio, um abono, uma promoção é deprimente. Desgastante. Falta retorno do aluno também. Pelas provas, nada sabemos. Não conseguimos tampouco estabelecer uma relação ais próxima com cada aluno. Nenhum deles vem e diz, "nossa professor, aprendi tanto na aula de hoje!" (pode ser que algum faça, na faculdade talvez). A gente tem que advinhar as dúvidas, o que poderia ser mais dificil ou não, e segue o ritmo …

Inutilidade pública - a história de Benê

O que é ser (in)útil?


Benê se sentia inútil. Vivendo de aluguel com uma gata e uma cadelinha, ia empurrando as coisas com a barriga (literalmente). Desempregado e acima do peso, gostava mesmo era de comer, jogar video game e conversar com friends pelo cell phone. A cadelinha era sua melhor companhia. de vez em quando gritava com ela, tocava-a de onde estava, mas ela logo voltava feliz lhe abanando o rabo. Já a gata não. Olhava-o com altivez, as vezes se roçava em suas pernas, recebia seu carinho e até dormia com ele, mas se irritada, arranhava-lhe sem dó e de repente. Benê tinha vários arranhões, mas amava aquela gata sem bem saber por que. De vez em quando ela dava um sumiço, mas sempre também voltava, com parcimônia. Estava sempre pronta para partir. 
Benê comia porcarias, e comida boa em quantidades rinocerônticas, mas gostaria de mudar se não fosse essa imensa, intensa e incontrolável fome que sentia. A comida era a única fonte e prazer que enxergava, rápida e concreta. Um dia pas…