Pular para o conteúdo principal

Não sei, assim;

Comendo sem fome, chorando sem motivo... é hora de fechar esse ciclo. É hora de fechar um ciclo na minha vida: alojamento, vida acadêmica, vida afetiva.
Sim. Sair do alojamento, tirar férias de UFV, e parar de procurar alguém que preste. Férias coronárias.

Não fui a ultima festa legal, a ultima cervejada da minha turma de formatura. Não fui. Sem dinheiro, sem lenço e sem documento. Paguei dívidas e nao deixei meus bens a mim mesma. Nada de cervejada, nada de festa pré-baile. Essa talvez fosse a hora de eu ir embora, mas... não vou. Não sei, assim; deixo a vida me levar, apesar de tomar certos rumos.

Vida acadêmica. Eu poderia ter feito mais. 
Alojamento. Eu não pude escapar...
Vida afetiva. Eu errei e erraram muito comigo.

Me arrependo de muita coisa, mas por elas sou quem sou hoje e me gosto mais, apesar da solidão protuberante e berrante. Não sei, assim; nos momentos que me são mais cruciais, me sinto terrivelmente só. E todos à minha volta parecem bem e felizes enquanto eu desmorono. Segunda-feira, 8h30 da manhã, defendo minha monografia. Não a reli ainda, não sei o que vou falar e sei bem o que vou falar. Eu vou puxar pro lado que ela me levou, o lado que eu queria realmente pesquisar, o fundo educativo da coisa. Seja o que tiver que ser.

Eu poderia ... mas nao pude, não fiz e é isso. Acabou mais uma etapa da minha vida, acabou. The club can't even handle me, that's true.

Assisti um filme lindo hj, mas não tava no humor certo pra apreciá-lo: "Valentine's day" (idas e vindas do amor). E comecei a ver um outro, ótimo, "I am the legend". Não, eu não sobreviveria pq não sou peça chave pra salvar a humanidade de um vírus terrivel. Eu não sobreviveria.

Estou cética e estou súbita, assim, tão à flor da pele de mim. Monografia, alojamento, gente, gente, gente...valeu a pena?? valeu mesmo?? meu Deus, quanto sofrimento. Bye.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H. Pylori

A partir de hoje, se a grana deixar, minha dieta será essa aqui. Descobri, indo hoje ao médico, que tenho uma bactéria no estômago, na verdade uma bactéria comum que muita gente tem, mas que pode ou não se manifestar pro mal. É claro que no meu caso ela fez questão de ser do mal e se manifestar. Eu já tinha cortado bebidas alcoólicas, café e refrigerante, agora só falta remover o estômago mesmo. Sim, porque comer só frutas (não cítricas), legumes e vegetais sempre refogados, lembrar que isso ou aquilo tem gordura ou ataca o estômago, bom, é coisa de nutricionista, ou de gente antenada demais no que come. Cortar frituras também, que são superiormente mais saborosas que coisas cozidas, mas tudo bem. E pensar que tem gente se acabando no torresmo com cachaça sem nada lhes acontecer... Mais um capítulo da injustiça do universo contra mim. A vida sem sabor.
Duzentos mil atrasos hoje e o preço do remédio pra matar a bactéria me fizeram chorar de raiva e tristeza. Pergunto, como sempre, por…

A solidão do professor

Pouco se fala sobre um sentimento que por certo atinge o professor: a solidão. Fala-se em valorizar o profissional, em melhorar salários, em aperfeiçoar a formação, capacitar sempre mais. Não se lembra que é uma profissão que precisa de cuidado psicológico. Você briga com e contra os alunos muitas vezes. Você tenta abrir suas mentes para o novo, o velho, fazer as conexões, entender, aprender. E tem hora que parece que a gente desiste. Que quando vem um comentário altamente crítico ao seu fazer, desmoronamos. Poxa, tanto esforço pra nada!? A falta de retorno positivo, de um elogio, um abono, uma promoção é deprimente. Desgastante. Falta retorno do aluno também. Pelas provas, nada sabemos. Não conseguimos tampouco estabelecer uma relação ais próxima com cada aluno. Nenhum deles vem e diz, "nossa professor, aprendi tanto na aula de hoje!" (pode ser que algum faça, na faculdade talvez). A gente tem que advinhar as dúvidas, o que poderia ser mais dificil ou não, e segue o ritmo …

Inutilidade pública - a história de Benê

O que é ser (in)útil?


Benê se sentia inútil. Vivendo de aluguel com uma gata e uma cadelinha, ia empurrando as coisas com a barriga (literalmente). Desempregado e acima do peso, gostava mesmo era de comer, jogar video game e conversar com friends pelo cell phone. A cadelinha era sua melhor companhia. de vez em quando gritava com ela, tocava-a de onde estava, mas ela logo voltava feliz lhe abanando o rabo. Já a gata não. Olhava-o com altivez, as vezes se roçava em suas pernas, recebia seu carinho e até dormia com ele, mas se irritada, arranhava-lhe sem dó e de repente. Benê tinha vários arranhões, mas amava aquela gata sem bem saber por que. De vez em quando ela dava um sumiço, mas sempre também voltava, com parcimônia. Estava sempre pronta para partir. 
Benê comia porcarias, e comida boa em quantidades rinocerônticas, mas gostaria de mudar se não fosse essa imensa, intensa e incontrolável fome que sentia. A comida era a única fonte e prazer que enxergava, rápida e concreta. Um dia pas…