Pular para o conteúdo principal

Reunião futurista de ex-alunos

Viçosa, dezembro de 2043. Eu, já uma senhora de 60 anos, venho para mais uma reunião anual dos ex-alunos da UFV. 33 anos de formatura. Festa de dia para os mais idosos na vila gianetti, lá vou eu. Minha filha para o carro e desço amparada por meu filho. Meu marido vem me amparar tbm. Ele é mais novo. O sol exorbitante já não é problema: as ruas tem tetos solares. Coloco meu chapéu de abas largas, passo protetor. Me olho rapidamente no espelho, não gosto muito de meu rosto agora. Meu coração bate forte, tenhon medo de entrar. "Vai hesitar agora, mãe?" diz minha filha com um sorriso. Os filhos gêmeos dela de seis anos vêm me buscar: "vamu vó!!". "Tudo bem, mãe?", meu filho é o unico a perguntar. Meu marido me da um beijo na testa, sorri, segura minha mão e diz: "vamos, meu bem, é só mais uma festa de ex-alunos que vc tanto adora!". Eu vou, de mãos dadas com ele. Lembro de meus pais nessa hora... já não os tenho e queria tanto chamar minha mãe... olho para meus filhos e lembro deles bebezinhos...olho para meu marido e lembro do dia do nosso casamento... acabei de fazer sessenta e parece que realmente parei, sentei pra pensar.

Após minha graduação, fikei um ano trabalhando em Viçosa. Meu quase namorado na época foi estudar no Rio e rompemos. Eu sofri um bocado. Mas passei a frequentar mais o meio evangelico, as igrejas, e conheci meu marido. Ni inicio, ele parecia como os outros, ficavamos e ele nao me dava muita bola... aos poucos fomos nos descobrindo e tudo melhorou, ate chegar o casório, no mês das noivas mesmo, Maio, como eu queria, isso após eu terminar o mestrado. Publikei uns artigos e tive que ir algumas vezes aos EUA para congressos.  Paralelamente, consegui publicar meu livro de poemas e foi um a cada ano. Meu sonho! um grande sonho realizado, além de meu trabalho sócio-político-cultural com os jovens pré-vestibulandos das camadas populares.

E agora, mais uma reunião de ex-alunos. Eu tinha conseguido muita coisa nessa vida. Olhei para meu marido e o beijei. Entramos juntos. Meus filhos vieram atrás. Lídia veio só com os meninos, o marido ficou trabalhando. Artur está noivo, mas a noiva não pode vir. Gostei disso, rsrs. Artur, meu bebê, me ampara. Encontro ALF de novo. Batemos ponto nessas reuniões e não temos vergonha de ir nas festas a noite tbm. ALF tbm, está com o marido e os três filhos, com suas fa,ilias inteiras. ALF é avó de três crianças por quem baba, e baba ainda mais pelos filhos e pelo marido. Eles moram em São Paulo, assim como eu e os meus.

Coversamos muito, e com todos. Estamos bem, muito bem....

Bom paro por aki pq nao consegui imaginar mais nada... que complete a historia quem tiver mais imaginação! eu viajei nesse negocio de ex-alunos, conversando com uma amiga. Boa noite!

Comentários

Sofia de Buteco disse…
que fofoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo...kkkkkkk amei
Vou escrever tbm, quando vir inspiração!
Sofia de Buteco disse…
Fiz a parte II da sua história!

Postagens mais visitadas deste blog

H. Pylori

A partir de hoje, se a grana deixar, minha dieta será essa aqui. Descobri, indo hoje ao médico, que tenho uma bactéria no estômago, na verdade uma bactéria comum que muita gente tem, mas que pode ou não se manifestar pro mal. É claro que no meu caso ela fez questão de ser do mal e se manifestar. Eu já tinha cortado bebidas alcoólicas, café e refrigerante, agora só falta remover o estômago mesmo. Sim, porque comer só frutas (não cítricas), legumes e vegetais sempre refogados, lembrar que isso ou aquilo tem gordura ou ataca o estômago, bom, é coisa de nutricionista, ou de gente antenada demais no que come. Cortar frituras também, que são superiormente mais saborosas que coisas cozidas, mas tudo bem. E pensar que tem gente se acabando no torresmo com cachaça sem nada lhes acontecer... Mais um capítulo da injustiça do universo contra mim. A vida sem sabor.
Duzentos mil atrasos hoje e o preço do remédio pra matar a bactéria me fizeram chorar de raiva e tristeza. Pergunto, como sempre, por…

A solidão do professor

Pouco se fala sobre um sentimento que por certo atinge o professor: a solidão. Fala-se em valorizar o profissional, em melhorar salários, em aperfeiçoar a formação, capacitar sempre mais. Não se lembra que é uma profissão que precisa de cuidado psicológico. Você briga com e contra os alunos muitas vezes. Você tenta abrir suas mentes para o novo, o velho, fazer as conexões, entender, aprender. E tem hora que parece que a gente desiste. Que quando vem um comentário altamente crítico ao seu fazer, desmoronamos. Poxa, tanto esforço pra nada!? A falta de retorno positivo, de um elogio, um abono, uma promoção é deprimente. Desgastante. Falta retorno do aluno também. Pelas provas, nada sabemos. Não conseguimos tampouco estabelecer uma relação ais próxima com cada aluno. Nenhum deles vem e diz, "nossa professor, aprendi tanto na aula de hoje!" (pode ser que algum faça, na faculdade talvez). A gente tem que advinhar as dúvidas, o que poderia ser mais dificil ou não, e segue o ritmo …

Inutilidade pública - a história de Benê

O que é ser (in)útil?


Benê se sentia inútil. Vivendo de aluguel com uma gata e uma cadelinha, ia empurrando as coisas com a barriga (literalmente). Desempregado e acima do peso, gostava mesmo era de comer, jogar video game e conversar com friends pelo cell phone. A cadelinha era sua melhor companhia. de vez em quando gritava com ela, tocava-a de onde estava, mas ela logo voltava feliz lhe abanando o rabo. Já a gata não. Olhava-o com altivez, as vezes se roçava em suas pernas, recebia seu carinho e até dormia com ele, mas se irritada, arranhava-lhe sem dó e de repente. Benê tinha vários arranhões, mas amava aquela gata sem bem saber por que. De vez em quando ela dava um sumiço, mas sempre também voltava, com parcimônia. Estava sempre pronta para partir. 
Benê comia porcarias, e comida boa em quantidades rinocerônticas, mas gostaria de mudar se não fosse essa imensa, intensa e incontrolável fome que sentia. A comida era a única fonte e prazer que enxergava, rápida e concreta. Um dia pas…