Pular para o conteúdo principal

February 14th, 2011


Ontem foi Valentine's day, e eu trouxe o filme pra ver de novo, mas cheguei muito tarde e não assisti. Assisti outro dia, finalmente, A Origem, com Leo Dicaprio, lindo e louro como sempre, eu estava com medo de que ele morresse mais uma vez no final, mas ele já passou dessa fase, os filmes que faz estão melhores, ele está melhor e chegando na fase mais adorável e desejável de um homem: pensando em casar e ter filhos. É, isso porque ele está com 35 anos, por aí...

Falei do Valentine's day com meus alunos e não deram a menor bola: passei o início do filme, e queriam que eu passasse tudo. Ontem começou uma turma nova, ás 20h30!! E nem me avisaram de nada... pessoal lá abre turmas no horário que bem entende sem me falar nada!! Bom, pelo lado financeiro, vou ganhar mais. Ainda assim, preferia que tivesse mais um professor de inglês por lá... tudo nas minhas costas não dá.

O filme é engraçadinho, o Valentine's day. A moça que aceita se casar com o rapaz protagonista acaba desistindo e ele se descobre no fim apaixonado pela amiga de anos. esta, por sua vez, estava tendo um caso com um partidão, recém divorciado. Mas o tal vai encomendar flores onde o amigo dela trabalha: encomenda flores para sua valentine a para sua esposa. Sem saber o que fazer, o rapaz quer impedí-la de viajar para encontrar o partidão, só que não conta o por quê. Acaba dizendo, mas a moça precisa ver com os próprios olhos e viaja assim mesmo. Falando em viagens, numa história paralela do mesmo filme, uma mulher viaja ao lado de um bonitão e os dois engatam uma conversa interessante. Não rola nada, mesmo porque o moço acha que a moça vai encontrar seu valentine, e ela não nega: seu valentine, na verdade, é o filho que ela não vê há muito tempo. O moço também tem seu valentine: um jogador de FA (é isso mesmo? aff....ou é beisebol??) que, em conflito consigo mesmo, resolve chamar a imprensa e declara que é gay. Sua acessora de imprensa, uma mocinha que detesta o valentine's day porque sempre passa-o sozinha (bem vinda ao clube, colega!!!), vai para sua comemoração inusitada de valentine's day: ela e mais algumas amigas vão em um restaurante só pra confirmar o quanto odeiam o tal dia. mas, entre uma confusão e outra, ela conhece um reporter esportivo que é mandado, a contragosto, pra fazer uma reportagem sobre o valentine's day. Ele vai na floricultura mais famosa da cidade, onde o rapaz que quase casa no início do filme trabalha. Ufa! estórias todas interligadas...A vida é meio assim, mas acho que não acontece tudo em um só dia, como acontece no filme, traduzido para Idas e Vindas do Amor.

E a minha vida... eu preciso mudar todo dia, pra escapar da rotina dos meus desejos por seus beijos... bom, clichezadas à parte, eu ainda estou em um certo conflito porque dessa vez Ele prórpio falou comigo; sim, não em voz audível, mas atarvés do pastor da minha igreja: é tempo de se decidir, decidir por Jesus. Eu ainda tenho feito coisas que julgo erradas; no entanto, não consigo largar, não vou nem pra lá de vez, nem volto pra cá. e Ele disse tbm em sua palavra que prefere até que sejamos frios, mas mornos não! Ou se está com Ele ou não; não existe esse meio termo que eu fico tentando inventar, e no qual eu penso viver. Será que Ele olha pra mim e diz: ih já era, minha filha, vc já fez sua escolha e eu não posso interferir, afinal, eu mesmo criei o livre-arbítrio!! ou então: ah, minha filha, quando é que vc vai vir logo pro meu lado? seu irmão Jesus tá quase aí, hein! Depois não tem mais volta!

e eu fico nessa de horror... me sentindo meio Constantine, outro filme muuuito bom. Bye. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H. Pylori

A partir de hoje, se a grana deixar, minha dieta será essa aqui. Descobri, indo hoje ao médico, que tenho uma bactéria no estômago, na verdade uma bactéria comum que muita gente tem, mas que pode ou não se manifestar pro mal. É claro que no meu caso ela fez questão de ser do mal e se manifestar. Eu já tinha cortado bebidas alcoólicas, café e refrigerante, agora só falta remover o estômago mesmo. Sim, porque comer só frutas (não cítricas), legumes e vegetais sempre refogados, lembrar que isso ou aquilo tem gordura ou ataca o estômago, bom, é coisa de nutricionista, ou de gente antenada demais no que come. Cortar frituras também, que são superiormente mais saborosas que coisas cozidas, mas tudo bem. E pensar que tem gente se acabando no torresmo com cachaça sem nada lhes acontecer... Mais um capítulo da injustiça do universo contra mim. A vida sem sabor.
Duzentos mil atrasos hoje e o preço do remédio pra matar a bactéria me fizeram chorar de raiva e tristeza. Pergunto, como sempre, por…

A solidão do professor

Pouco se fala sobre um sentimento que por certo atinge o professor: a solidão. Fala-se em valorizar o profissional, em melhorar salários, em aperfeiçoar a formação, capacitar sempre mais. Não se lembra que é uma profissão que precisa de cuidado psicológico. Você briga com e contra os alunos muitas vezes. Você tenta abrir suas mentes para o novo, o velho, fazer as conexões, entender, aprender. E tem hora que parece que a gente desiste. Que quando vem um comentário altamente crítico ao seu fazer, desmoronamos. Poxa, tanto esforço pra nada!? A falta de retorno positivo, de um elogio, um abono, uma promoção é deprimente. Desgastante. Falta retorno do aluno também. Pelas provas, nada sabemos. Não conseguimos tampouco estabelecer uma relação ais próxima com cada aluno. Nenhum deles vem e diz, "nossa professor, aprendi tanto na aula de hoje!" (pode ser que algum faça, na faculdade talvez). A gente tem que advinhar as dúvidas, o que poderia ser mais dificil ou não, e segue o ritmo …

Inutilidade pública - a história de Benê

O que é ser (in)útil?


Benê se sentia inútil. Vivendo de aluguel com uma gata e uma cadelinha, ia empurrando as coisas com a barriga (literalmente). Desempregado e acima do peso, gostava mesmo era de comer, jogar video game e conversar com friends pelo cell phone. A cadelinha era sua melhor companhia. de vez em quando gritava com ela, tocava-a de onde estava, mas ela logo voltava feliz lhe abanando o rabo. Já a gata não. Olhava-o com altivez, as vezes se roçava em suas pernas, recebia seu carinho e até dormia com ele, mas se irritada, arranhava-lhe sem dó e de repente. Benê tinha vários arranhões, mas amava aquela gata sem bem saber por que. De vez em quando ela dava um sumiço, mas sempre também voltava, com parcimônia. Estava sempre pronta para partir. 
Benê comia porcarias, e comida boa em quantidades rinocerônticas, mas gostaria de mudar se não fosse essa imensa, intensa e incontrolável fome que sentia. A comida era a única fonte e prazer que enxergava, rápida e concreta. Um dia pas…