Pular para o conteúdo principal

Pieguices, desabafos, whatever

time.

Hesitei por um momento, pensei em de novo olhar teu perfil lá no ork... mas não, pra que, por que? Eu te amei tanto, mas não valeu pra você. Eu estava tão envolvida, apesar dos poucos encontros, do pouco que nos conhecíamos, mas você sempre fez questão de demonstrar claramente que não... eu me fiz e me faço ainda perguntas idiotas, tais como: tem algo de errado comigo? eu errei com você, exagerei, me omiti em algum momento, falei ou fiz o que não devia? mas há regras pra tudo isso, pra que se estabeleça alguma relação? a regra que eu conheço é a paixão e isso eu tinha de sobra...  a sua regra era também a paixão, mas pra se afastar logo: vc disse que tava gostando de mim e isso era perigoso... sim, extremamente perigoso pra mim, já totalmente apaixonada, e eu nem sabia. Pensava poder te convencer a ficar comigo;pensava que quando vc se desse conta, já estaríamos juntos, assim, naturalmente. Isso tudo ainda dói tanto, e mal dá pra acreditar o quanto, eu mal acredito, e vc nem deve mais pensar nisso, em mim, não deve lembrar do meu beijo, do meu corpo, da minha paixão... a fila anda e o que vivemos não importa. De certa forma, você está certo; mas totalmente errado de não nos ter dado chance de viver o que estava acontecendo de bom, cortar assim a flor no início em que abre o botão - pieguices...

Foi tudo e ainda as minhas palavras, a minha mágoa, o meu amor - paixão, tesão, whatever - ainda não se esgotaram. Tem tanta coisa que eu queria te dizer e você foge, nunca quis me encontrar pessoalmente, diz que eu sempre tento alguma coisa quando nos encontramos, como se eu pudesse forçar a barra. Foi isso, esse meu erro, forçar a barra? Eu estou concertando, então. Desisto oficialmente, sufoco o que seria tão bom de demonstrar se você também quisesse viver. Mas preciso aceitar que você simplesmente não quer. Não (me) quer.

...queria só dizer seu nome,

...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H. Pylori

A partir de hoje, se a grana deixar, minha dieta será essa aqui. Descobri, indo hoje ao médico, que tenho uma bactéria no estômago, na verdade uma bactéria comum que muita gente tem, mas que pode ou não se manifestar pro mal. É claro que no meu caso ela fez questão de ser do mal e se manifestar. Eu já tinha cortado bebidas alcoólicas, café e refrigerante, agora só falta remover o estômago mesmo. Sim, porque comer só frutas (não cítricas), legumes e vegetais sempre refogados, lembrar que isso ou aquilo tem gordura ou ataca o estômago, bom, é coisa de nutricionista, ou de gente antenada demais no que come. Cortar frituras também, que são superiormente mais saborosas que coisas cozidas, mas tudo bem. E pensar que tem gente se acabando no torresmo com cachaça sem nada lhes acontecer... Mais um capítulo da injustiça do universo contra mim. A vida sem sabor.
Duzentos mil atrasos hoje e o preço do remédio pra matar a bactéria me fizeram chorar de raiva e tristeza. Pergunto, como sempre, por…

A solidão do professor

Pouco se fala sobre um sentimento que por certo atinge o professor: a solidão. Fala-se em valorizar o profissional, em melhorar salários, em aperfeiçoar a formação, capacitar sempre mais. Não se lembra que é uma profissão que precisa de cuidado psicológico. Você briga com e contra os alunos muitas vezes. Você tenta abrir suas mentes para o novo, o velho, fazer as conexões, entender, aprender. E tem hora que parece que a gente desiste. Que quando vem um comentário altamente crítico ao seu fazer, desmoronamos. Poxa, tanto esforço pra nada!? A falta de retorno positivo, de um elogio, um abono, uma promoção é deprimente. Desgastante. Falta retorno do aluno também. Pelas provas, nada sabemos. Não conseguimos tampouco estabelecer uma relação ais próxima com cada aluno. Nenhum deles vem e diz, "nossa professor, aprendi tanto na aula de hoje!" (pode ser que algum faça, na faculdade talvez). A gente tem que advinhar as dúvidas, o que poderia ser mais dificil ou não, e segue o ritmo …

Inutilidade pública - a história de Benê

O que é ser (in)útil?


Benê se sentia inútil. Vivendo de aluguel com uma gata e uma cadelinha, ia empurrando as coisas com a barriga (literalmente). Desempregado e acima do peso, gostava mesmo era de comer, jogar video game e conversar com friends pelo cell phone. A cadelinha era sua melhor companhia. de vez em quando gritava com ela, tocava-a de onde estava, mas ela logo voltava feliz lhe abanando o rabo. Já a gata não. Olhava-o com altivez, as vezes se roçava em suas pernas, recebia seu carinho e até dormia com ele, mas se irritada, arranhava-lhe sem dó e de repente. Benê tinha vários arranhões, mas amava aquela gata sem bem saber por que. De vez em quando ela dava um sumiço, mas sempre também voltava, com parcimônia. Estava sempre pronta para partir. 
Benê comia porcarias, e comida boa em quantidades rinocerônticas, mas gostaria de mudar se não fosse essa imensa, intensa e incontrolável fome que sentia. A comida era a única fonte e prazer que enxergava, rápida e concreta. Um dia pas…