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Sobre a culpa e Amy e a Holanda


Ontem fez um ano da morte de Amy Whinehouse. Ouvi duas músicas dela que parecem ilustrar sua vida: You know I'm no good e Stronger than me. As letras vão do "te avisei que não presto" a "você devia ser mais forte que eu!", sem esquecer de Rehab, em que ela disse não à reabilitação. Mas na vida real ela parecia querer se reabilitar. Algumas vezes. Ou não. Who knows?

O caso é que tudo isso me fez pensar em culpa. No clipe de You know I'm no good, o cara briga, acusa, mas ela não reage, tipo, "isso sou eu, meu bem, eu te avisei, fazer o quê" ao mesmo tempo em que aparece uma pontinha de tristeza e culpa em seu rosto.

Somos culpados sim, por tudo que nos acontece, de certa forma. Eu sinto isso acho que de forma exagerada, uma culpa por ser o que se é. Culpa no sentido de responsabilidade, ressalvadas as diferenças. Porque culpa é a sensação de peso por ter feito ou não algo que se julga errado. Responsabilidade é você realmente ter provocado a situação. Ou não? Whatever...

Sinto culpas por muita coisa. Mas aí vem Stronger than me e eu concordo, já que tem muito cara por ai que quer achar a mamãe dela na namorada/esposa/mulher dele. Não, não, ele é que deveria cuidar porque não é a mulher que é o sexo frágil? estou fazendo lá minhas interpretações, but that's ok.

E no fim das contas aparece Tears dry on their own, um certo consolo. Um monte de gente vai passando pela Amy andando na rua, esbarrando nela, cada um de um jeito, estilos diferentes. "As pessoas são muito diferentes né", disse eu ontem. "Graças a Deus!" me responderam. Sim, gracias a Dío!

Certo é que todos temos culpas, verdadeiras ou falsas. A religião às vezes pesa muito nisso, porque há uma série de regras, das quais não discordo, a serem seguidas, mas é algo que deva ser voluntário e não imposto, eu penso. E penso que estou ainda um tanto longe do que quero ser, ou voltar a ser. Tive um tipo de pausa na vida nas últimas semanas, muita coisa acontecendo. E semana que vem devo ser jogada de volta à realidade e pensar que tudo não passou de um sonho bom. Bye férias, bye my dutchman. My tears dry on thier own, for sure. 

...

Comentários

Rodolfo Xavier disse…
Caramba, ultimamente, nas minhas 'divagações de férias' andei pensando sobre isso[ou quase, rs]. Principalmente quando ouvi a música "Eu não tenho um barco, disse a árvore"... Comecei pensando no que a gente "[..]deixa pra depois por causa do depois" e terminei nesse mesmo raciocínio sobre a culpa... Curti muito o texto. Ainda mais por saber que você também curte Amy ;)

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levou minha identidade
não sei mais bem onde estou
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era eu quem tinha partido
mas meu coração ligeiro
não se teria partido

ou se partisse colava
com cola de maresia
eu amava e desamava
surpreso e com poesia

ah se eu fosse marinheiro
seria doce meu lar
não só o Rio de Janeiro
a imensidão e o mar

leste oeste norte sul
onde o homem se situa
quando o sol sobre o azul
ou quando no mar a lua

não buscaria conforto
nem juntaria dinheiro
um amor em cada porto

Ah se eu fosse marinheiro..
não pensaria em dinheiro
um amor em cada porto..
Ah se eu fosse marinheiro..

O meu amor me deixou,
levou minha identidade
nao sei mais bem onde estou
nem onde ha realidade

Ah, se eu fosse marinheiro
era eu quem tinha partido
mas meu coração ligeiro
nao se teria partido
ou se partisse colava
com cola de maresia

Homens são marinheiros, trabalhadores de um dia que vêm ,aportam, conquistam, usam, amam por uma noite e se vão…