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Fatos primaveris


Chuva, friozinho... a primavera ganha outros ares. E um novo box anos 80 me faz sorrir: anos dourados, da boa música, nacional e inter. O box da som livre é de música inter, que sempre foi o que ouvi. 

Fui mesmo classificada no concurso do estado. Mas tem 13 vagas pra região que escolhi em BH, sendo que são 3 reservadas para candidatos com deficiência. Ou seja, concorro a dez vagas, mas estou em 16º. Terei chance? Sei lá... Enquanto isso, as vagas a mestrado em letras na ufv vão até dia 5 de dezembro... Como sempre, ainda estou na grande dúvida. tudo o que queria era passar nesse concurso e ir embora, mas talvez não seja chamada e tem o amor recém-chegado... 

Quarta-feira fazemos dois meses. Já sabemos o suficiente um sobre o outro: o temperamento, o mau-humor (meu e às vezes dele), os sonhos, desejos, a preguiça, a vonatde de ficar junto e dar certo. Nesse processo, acho que acabamos deixando um pouco as amizades e o mundo de lado... não sei, as pessoas e nós próprios nos afastamos. Ainda tenho medos... todos vivemos em sociedade e precisamos uns dos outros, ainda que opiniões sobre este ou aquele assunto sejam divergentes. Os medos são de estar ainda fazendo coisas erradas, de ficar só, de errar com as pessoas, de... muita coisa. O nostalgia do fim do ano já está me atacando de novo e sei que vou chorar na passagem. Esse ano, decidi passar de luto. Metade de 2012 foi horror, tristeza, decepção, erros, arrependimentos; a outra metade, ainda presente, está sendo adaptação ao novo, temor do futuro, almoços partilhados, intimidades de casal, apertos de grana, abraços, beijos, enfim... A gente se fecha num mundo próprio; a gente muda... eu acabei me fechando ainda mais pra não ver o que tem lá fora, pra não lembrar, pra começar de novo. Queria fazer isso longe daqui, mas as circunstâncias pedem que eu fique, ainda. 

Sono, fome... Ultimamente, não sei no que me concentrar: projeto de mestrado, leituras que alimentam o espírito, filosofia, televisão, internet, aulas, ufv, é tanta coisa e dá tanta preguiça que muitas vezes - quase sempre - acabo não fazendo é nada, ou adiando tudo. Adiando a entrega total a essa fase nova... tenho amarras ainda. Se morresse agora, viraria gasparzinho, pelo tanto de assuntos inacabados. Ao menos estou conseguindo pagar as contas. A vida a là Candido: sistema. 

Minha crise depressiva passou, mas parece com a maturIDADE, está ficando mais densa, tomando forma, forma de alergias, irritações e coisinhas que geralmente varremos pra baixo do tapete. Tenho sobretudo medo de mim, do quev sou e do que posso (ou não) me tornar, pra bem ou pra mal.

Intimidade do dia: ver filminho numa tarde chuvosa, filme: Ela é o diabo, recomendado! bye :)

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não se teria partido

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surpreso e com poesia

ah se eu fosse marinheiro
seria doce meu lar
não só o Rio de Janeiro
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leste oeste norte sul
onde o homem se situa
quando o sol sobre o azul
ou quando no mar a lua

não buscaria conforto
nem juntaria dinheiro
um amor em cada porto

Ah se eu fosse marinheiro..
não pensaria em dinheiro
um amor em cada porto..
Ah se eu fosse marinheiro..

O meu amor me deixou,
levou minha identidade
nao sei mais bem onde estou
nem onde ha realidade

Ah, se eu fosse marinheiro
era eu quem tinha partido
mas meu coração ligeiro
nao se teria partido
ou se partisse colava
com cola de maresia

Homens são marinheiros, trabalhadores de um dia que vêm ,aportam, conquistam, usam, amam por uma noite e se vão…