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Knowledge is power!


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A million workers working for nothing
You better give 'em what they really own
We got to put you down
When we come into town
Singing power to the people
Power to the people
Power to the people
Power to the people, right on
"Power to the people" - John Lennon

É revoltante que, em um país em que as proprinas beiram bilhões de reais e quiçá dólares, o governo pague os trabalhadores em escalonamento. Qual a diferença entre pagar tudo de uma vez a todos no quinto dia útil de cada mês e pagar parcelado? O dinheiro daqui vem de fora, demora para chegar? Ou será a má vontade e a mão leve (aliás, bem pesada!!) de muitos de nossos governantes? O que muitos de nós ficamos sabendo por esses dias, com toda essa história de impeachment, golpe, absolvição de culpados, prisões domiciliares, delações, e milhões rolando, já acontecia creio que desde Cabral!
Há muito estou desiludida com o governo brasileiro, não com a política porque são instâncias diferentes. Política é todo o conjunto de ações de qualquer liderança. O governo em si é a chefia e uma nação e essa nossa vai mal há tempos. Temos um ex-presidente que deu um golpe terrível em todo o país, realmente quebrou o país, os cofres públicos, e hoje é "apenas" senador. Temos um outro, este deputado federal, e muito conhecido em terras paulistas, que foi condenado pela justiça da França. Inclusive esta mandou toda a comprovação do crime para cá e nada aqui foi feito. E temos um futuro candidato à presidência que dá vazão aos desejos mais ocultos da psiquê humana e das massas populares que pode subir ao poder e liberar  o porte de armas, pois violência se combate com violência!
That's enough for me. Não voto mais. Votar em quem? Há candidatos? Sim, pode haver. Porém enquanto houver um cargo que eleve uma pessoa teoricamente representante do povo a um patamar de privilégios que não condiz com o nível social do restante da população EU NÃO VOTO. Férias, salário altíssimo que não precisa, porém acompanha altos auxílios e benefícios, etc, etc, etc. Se eu faltar ao meu trabalho sem qualquer justificativa, minha folha de pagamentos vem com desconto daquele dia. Aliás, minha folha de pagamento vem com muuuuuitos descontos. Convém nem olhar para o total bruto  ser recebido e comparar com o total líquido. Faz mal à saúde. 
Bom, continuando o pacote de maldades: a reforma da previdência. Sabemos que grandes empresas e sobretudo seus donos empresários sonegam impostos, não os declaram, não os pagam. E ao invés de a suposta dívida da previdência ser cobrada de quem deve ou de quem tem a pagar, cobram a dívida de quem depende da previdência para se aposentar; de quem tem o recolhimento tirado de seu salário todo mês na esperança de estar depositando este dinheiro em seu futuro. Não. Agora parece que estamos depositando esse dinheiro quase que diretamente nos bolsos já cheios dos governantes e grandes empresários. Essa reforma não tem lógica.
E tem a do ensino médio, cujas propagandas com adolescentes bem vestidos e felizes já está rolando por aí para convencer os alunos. Convencê-los de que será bom para eles se puderem escolher matérias, cursos, se direcionar já na vida ou fazer um curso técnico para já começar a trabalhar. Tiram a previdencia do trabalhador e a educação também. Quanto menos para a população, melhor para o governo. Quanto mais burra e analfabeta a população, melhor para o governo. É altamente interessante para um governo elitista manter-se no poder e manipular as massas; é bom que alimentemos a indústria do funk, façamos filhos bem cedo e saiamos da escola, que passemos a depender de um programa social qualquer que paga um qualquer. Quanto menos pagarem para nós, mais pegarão para eles!
Não, alunos e cidadãos, nenhum direito a menos! Não deixem que o governo tire nada de nós! Aceitem e entendam que knowledge is power!! Se for possível, estudem até o pós-doc, estudem tudo, estudem e saibam tudo até que não caiba mais em suas cabeças. 
Quando conseguirem escolher a mala de dinheiro entre ela e a sabedoria, espero que já estejam no ápice de seu conhecimento e entendimento de si e do mundo: pois cada um escolhe aquilo que lhe falta. 

Bjo, bye!

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