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Propósito

Para que nascemos? A música do vídeo acima responde um pouco à essa inquietação da alma humana

I was born to do
Something no one’s ever done
No one’s ever done
Before
I was born to go
Somewhere no one’s ever gone
No one’s ever gone before
Oh
Hanson - "I was born"

Vejo por todo o lado as pessoas procurando mais, trabalhando mais. Colegas de trabalho dando aulas em duas, três escolas, com dois ou três cargos, trabalhando em até três turnos! Loucura? Dizem que não, que têm que pagar as contas. Fico até com vergonha de estar trabalhando em APENAS um lugar, e ter SÓ um cargo com uma extensão (o que dá dois cargos). No caso da minha área, um cargo significa oito turmas com duas aulas para cada. Parece que estou fazendo pouco, que não estou criando bem a minha filha, que poderia fazer mais, muito mais, sou nova, bonita e blá-blá-blá, é o que ouço (esta ultima parte sobre ser nova e tals rsrsrs). E, cá com meus botões, penso que talvez eu deveria mesmo fazer mais, mas não em relação ao trabalho. O que eu e meus colegas escolhemos não é tarefa nada fácil. Com uma única turma, é trabalho árduo, imagine com 16, que tenho atualmente. Esquecemos coisas, marcamos algo e não vamos, ou não marcamos e assim mesmo aparecemos, queremos usar alguma sala ou equipamento da escola e o fazemos em cima da hora, passamos do horário de aulas, ficamos em casa no dia de folga e pensamos o tempo todo nas aulas da semana, no diário a ser entregue, em quando teremos um recesso ou feriado. Não, não quero trabalhar mais, pelo menos não nesse mesmo trabalho das aulas. Quero fazer mais com o que sei, porque sei muita coisa! Nossa, quantas coisas sabemos! Se pararmos para pensar em quantas coisa fazemos e sabemos... Tenho sim a impressão de que posso estar desperdiçando algum tipo de talento, porém estou sempre envolvida em coisas que gosto: inglês, música e literatura, além do teatro. Arte em geral, eu diria, porque línguas são arte também. Será um chamado, será que eu deveria? Bem, não sei. Sei que o ser humano é multifacetado e tem mil interesses diferentes, e não necessariamente esses interesses se tornarão carreira, profissão. e gosto de ter tempo para pensar nisso tudo, para escrever, que é meu "hobby". Não é exatamente um "hobby" é algo que faço por um impulso incontrolável, um instinto mesmo. Como se escrever estivesse no DNA, o que não quer dizer que eu escreva bem ou mal, apensa que tenho que escrever, como se fosse um dever que nem eu mesma entendo, mas obedeço. Gosto de ter tempo para tudo, ainda que seja na hora de dormir só pensar em tudo mesmo, e trabalhar mais seria comprometer esse momento precioso e também minha sanidade mental e física. às vezes o cansaço mental é muito maior que o físico mas deixa também o corpo prostrado.
Nosso salário não é dos melhores, praticamos uma profissão desvalorizada, enfim, temos motivos para reclamar e trabalhar mais sim. Mas tenho aprendido a me acalmar, a esperar mais, mias paciência. Então escolho não trabalhar mais, não me matar de estudar para mestrado ou doutorado, não querer sumir por nunca ter saído do país (hard part) enfim. levar uma vida mais leve pra dar leveza ao corpo, ao espírito, à alma. Preciso de sanidade para ser uma mãe melhor, pra ser um bom exemplo, uma pessoa melhor pois me preocupo muito com isso. E ainda que essa escolha signifique não ter carro e muito dinheiro, e mansão e conforto, eu aceito. Aceito aprender mais a aceitar o que tenho. Não um aceitar de quem não segue adiante, mas um aceitar de saber que há tempo para tudo e se o que quero tiver que ser, será. Com meu esforço próprio, sim, mas sem sacrifícios tolos. 

Step by step
day by day
I live in the simple present
not in the immediate future 
or in the present perfect, 
this uncertain past.

step by step
day by day
I say
that's the best way to live
keep  going
knowing me,
knowing Him.  


good night!

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