Pular para o conteúdo principal

Misunderstandings


"eu tiro onda pra onda não me tirar
eu tiro onda pra onda não me afogar!"

Nunca vivi uma onda de tantos mal-entendidos, talvez por conta do meu (mau) humor. As vezes os problemas, o cansaço, o estresse sobrem de uma maneira tão absurda que saímos atirando para todos os lados, sem que os outros saibam ou entendam. Ou tenham empatia. A verdade é que nenhum de nós tem, nós humanos. 
Mas, enfim. Achei até que tinha algum tipo de distúrbio em mim, entre meu cérebro e o que os outros entendem. Acontece que somos indivíduos e, como tal, trazemos a nossa bagagem e a levamos onde quer que estejamos, e a abrimos quando solicitados com opiniões, mensagens, etc. Será que estou me fazendo entender?
Há alguns dias escrevi uns pensamentos na minha pagina no Recanto das letras sobre frieza, mais especificamente a minha. Tenho observado que estou ficando cada vez mais distante das pessoas, de contato, de... tudo. E sabe, isso nem me abala tanto assim, só o fato do isolamento, que pesa. Na verdade, já me pesou bem mais e o que me assusta é essa acomodação da solidão em que vivo, isto é, ja me acostumei a ela, acho normal. Não pensei que me tornaria assim tão rápido.
As pessoas precisam de contato, e me incluo nisso, porém tenho precisado menos, e não sei se isso é uma transição, uma fase, ou mesmo algo bom ou ruim. Simplesmente acontecem e aceito, e isso com quase tudo na vida. Será normal?

O que é normal?

Será que eu deveria fazer Psicologia? Rs... Ainda a essa altura da vida tenho esses questionamentos. E muitos outros. Insatisfação, é nosso - da humanidade - middle name. ...

Hoje é dezessete do sete de dois mil e dezessete e eu só tinha que escrever alguma coisa. Bye.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H. Pylori

A partir de hoje, se a grana deixar, minha dieta será essa aqui. Descobri, indo hoje ao médico, que tenho uma bactéria no estômago, na verdade uma bactéria comum que muita gente tem, mas que pode ou não se manifestar pro mal. É claro que no meu caso ela fez questão de ser do mal e se manifestar. Eu já tinha cortado bebidas alcoólicas, café e refrigerante, agora só falta remover o estômago mesmo. Sim, porque comer só frutas (não cítricas), legumes e vegetais sempre refogados, lembrar que isso ou aquilo tem gordura ou ataca o estômago, bom, é coisa de nutricionista, ou de gente antenada demais no que come. Cortar frituras também, que são superiormente mais saborosas que coisas cozidas, mas tudo bem. E pensar que tem gente se acabando no torresmo com cachaça sem nada lhes acontecer... Mais um capítulo da injustiça do universo contra mim. A vida sem sabor.
Duzentos mil atrasos hoje e o preço do remédio pra matar a bactéria me fizeram chorar de raiva e tristeza. Pergunto, como sempre, por…

A solidão do professor

Pouco se fala sobre um sentimento que por certo atinge o professor: a solidão. Fala-se em valorizar o profissional, em melhorar salários, em aperfeiçoar a formação, capacitar sempre mais. Não se lembra que é uma profissão que precisa de cuidado psicológico. Você briga com e contra os alunos muitas vezes. Você tenta abrir suas mentes para o novo, o velho, fazer as conexões, entender, aprender. E tem hora que parece que a gente desiste. Que quando vem um comentário altamente crítico ao seu fazer, desmoronamos. Poxa, tanto esforço pra nada!? A falta de retorno positivo, de um elogio, um abono, uma promoção é deprimente. Desgastante. Falta retorno do aluno também. Pelas provas, nada sabemos. Não conseguimos tampouco estabelecer uma relação ais próxima com cada aluno. Nenhum deles vem e diz, "nossa professor, aprendi tanto na aula de hoje!" (pode ser que algum faça, na faculdade talvez). A gente tem que advinhar as dúvidas, o que poderia ser mais dificil ou não, e segue o ritmo …

Inutilidade pública - a história de Benê

O que é ser (in)útil?


Benê se sentia inútil. Vivendo de aluguel com uma gata e uma cadelinha, ia empurrando as coisas com a barriga (literalmente). Desempregado e acima do peso, gostava mesmo era de comer, jogar video game e conversar com friends pelo cell phone. A cadelinha era sua melhor companhia. de vez em quando gritava com ela, tocava-a de onde estava, mas ela logo voltava feliz lhe abanando o rabo. Já a gata não. Olhava-o com altivez, as vezes se roçava em suas pernas, recebia seu carinho e até dormia com ele, mas se irritada, arranhava-lhe sem dó e de repente. Benê tinha vários arranhões, mas amava aquela gata sem bem saber por que. De vez em quando ela dava um sumiço, mas sempre também voltava, com parcimônia. Estava sempre pronta para partir. 
Benê comia porcarias, e comida boa em quantidades rinocerônticas, mas gostaria de mudar se não fosse essa imensa, intensa e incontrolável fome que sentia. A comida era a única fonte e prazer que enxergava, rápida e concreta. Um dia pas…